Governo federal e estadual intensificam atendimento aos imigrantes em Brasileia
O sábado, 13, em Brasileia amanheceu com muito trabalho para regularizar os imigrantes. A meta dos governos
federal e estadual é estabilizar o fluxo de haitianos na cidade, desestimulando
a vinda para o Brasil pela Estrada do Pacífico e regularizando os que já estão
no Acre ou em trânsito.
Para isso foi montado uma força-tarefa conjunta entre os
dois governos, com apoio do município. As ações já começaram nas primeiras
horas de sábado e se estendem, previamente, até a próxima terça-feira, 16,
podendo se prolongar.
Em reunião, nesta manhã, entre a comitiva federal,
chefiada por Paulo Abrão, secretário Nacional de Justiça, e representantes do
governo estadual, Abrão afirmou que o tratamento aos imigrantes haitianos faz
parte do compromisso do Estado brasileiro com o Haiti e seu povo. “Compromisso
que envolve atividades, não apenas de cooperação aqui no Brasil, mas também um
vínculo de atividades no território haitiano”, diz o secretario Nacional de
Justiça.
Um dos objetivos dessa força-tarefa é também
observar, in loco, as condições de abrigo, saúde e infraestrutura da
cidade de Brasileia para receber, com dignidade, aqueles que escolhem o Brasil
para um novo recomeço.
Uma equipe do Ministério da Saúde visitou os atendimentos
de saúde oferecidos aos imigrantes. No Posto de Saúde Tufi Mizael,
próximo ao abrigo, e primeiro ponto de saúde procurado, a equipe constatou que
18 haitianos são atendidos por dia. E apontam a importância da retirada da
carteira do SUS, para que sejam acompanhados em todo o território brasileiro.
Outro grupo, formado pela Secretaria Nacional de Direitos
Humanos, esteve no abrigo que aloja, atualmente, 1.300 pessoas, mesmo tendo
capacidade para apenas 200.
Ações continuam no fim de semana
O governo do Estado, em parceria com a Secretaria de
Saúde de Brasileia, realizou testes de DSTs e Hepatites, além da vacinação para
todos que estão no abrigo. O programa Saúde Itinerante do Estado realizou
atendimento completo às grávidas, que estima serem 30. Jakie foi uma das que
procuraram o serviço, fez ultrassonografia, atendimento ginecológico e exames
laboratoriais, “um pré-natal completo”, diz a enfermeira Kely Nunes.
Comentários
Postar um comentário
Forneça seu Nome (Obrigatório) e os comentarios que tiverem ofensas,serão deletados