Com show coletivo, atuação de gala de Neymar e falhas de David Luiz, Barça não dá chances para PSG




Barcelona é favorito para conquistar a Champions League
Quando o sorteio das quartas de final da Uefa Champions League foi realizado, a expectativa criada para o confronto entre Barcelona e Paris Saint-Germain foi enorme. Afinal, além de craques dos dois lados e excelentes times, as equipes viviam grandes momentos. O Barça, depois de um começo de temporada difícil e irregular, é líder do Campeonato Espanhol, está na final da Copa do Rei e apresenta um futebol vistoso e convincente em campo, com o trio Messi-Suárez-Neymar cada vez mais mágico. O time cresceu e vai alcançando o melhor futebol justamente na hora decisiva da temporada. Do outro lado, os parisienses vinham com mais experiência e força do que nos últimos anos e de uma classificação fantástica sobre o Chelsea. Parecia que a hora de dar mais um passo tinha chegado. Parecia.

A expectativa de um duelo equilibrado, com pequeno favoritismo catalão, não se confirmou. O Barcelona foi muito superior nos dois jogos e mereceu a classificação. Após vencer sem muitas dificuldades a partida de ida por 3 a 1 na França, os Blaugranas conseguiram novo triunfo por 2 a 0 no Camp Nou, nesta terça-feira, e impuseram a terceira eliminação seguida nas quartas de final ao PSG. O placar agregado de 5 a 1 é impressionante.

Sem chances

No jogo de volta, o Barça não deu chances ao Paris Saint-Germain. O clube parisiense precisava de três gols para avançar, mas não conseguiu atacar o adversário. Durante todo o primeiro tempo, o Barcelona criou mais oportunidades, teve mais posse de bola e o domínio completo da partida. A equipe francesa sequer colocou Ter Stegen para trabalhar. O PSG só conseguiu acertar uma finalização aos 27 minutos do segundo tempo, quando Ibrahimovic chutou de fora da área para o goleiro alemão espalmar. Durante toda a primeira etapa, o escrete de Laurent Blanc não conseguiu sequer assustar o time de Luis Enrique.

É verdade que o relacionamento do técnico barcelonista com o elenco não é dos melhores. Pelo contrário, parece até inexistir. Palavras e trocas de carinho, afagos e gestos não acontecem. São farpas e polêmicas semana após semana. Apesar disso, muito da evolução e do momento do time se deve ao treinador, sem sombra de dúvidas. E contra o PSG, isso ficou nítido mais uma vez.

O Barcelona não deu espaço para o PSG respirar. A marcação pressão na saída de bola francesa e a intensidade foram enormes e deram ao Barça um domínio completo do jogo. Por muitas vezes, a linha de quatro defensiva dos catalães estava no meio-campo. Além disso, as bonitas trocas de passes, a movimentação ofensiva e as infiltrações dos laterais e homens de meio-campo proporcionaram várias chances de gol aos Blaugranas. Foram inúmeras as vezes em que o time espanhol roubou a bola no campo de ataque e continuou trabalhando. Do outro lado, poucas vezes o PSG, que sequer acertou o gol adversário, passou da meia-cancha. O Barça decidiu o duelo na primeira etapa e apenas administrou a vantagem contra um PSG resignado no segundo tempo.

Destaques
Além da superioridade coletiva, pesou também o talento individual. Com o domínio barcelonista, o PSG viu suas estrelas sumirem de campo. Ibrahimovic, Cavani e Pastore pouco produziram e tiveram raras chances de trabalhar a bola. Matuidi estava irreconhecível e ficou limitado a correr atrás dos rivais, enquanto Verratti, que fez uma falta enorme no jogo de ida, pouco fez também por raramente ter a oportunidade de trabalhar a pelota. O italiano teve uma atuação razoável no geral, mas muito aquém do que pode apresentar. No entanto, mesmo com tudo isso, faltou também uma postura mais ofensiva e agressiva do time, assim como faltou Ibra chamar mais o jogo - Cavani e Pastore também podiam ter chamado a responsabilidade.

Do outro lado, o Barcelona não contou com o melhor de Lionel Messi e Luis Suárez, mas viu Iniesta ter uma de suas melhores atuações na temporada e Neymar brilhar. O capitão do Barça comandou o meio-campo, ditou o ritmo do jogo, fez bem a transição e deu bons passes, criando excelentes jogadas. Mas não ficou só nisso. O meia espanhol fez um lance espetacular e deu uma bela assistência para o gol de Neymar. Lembrou os melhores momentos do craque. O brasileiro, por sua vez, não deixou Van der Wiel respirar e deu um trabalho enorme para a defesa adversária com dribles e muita movimentação.

Com os dois gols, Neymar, além de ser o homem do jogo, mostrou que é o carrasco do PSG. Com cinco tentos, ele é o jogador que mais vezes marcou na equipe parisiense na história da Uefa Champions League. Isso, em quatro partidas. Foram dois gols em dois duelos na fase de grupos, um na França, já pelas quartas de final, e dois no embate desta terça-feira.

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