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A população da Nigéria, que tem sofrido sistematicamente com uma onda de violência e sequestros, também está nas orações do Papa Leão XIV. Ao final da oração mariana do Angelus deste domingo (08/02), o Pontífice recordou de comunidades inteiras que têm sido abaladas pela insegurança por causa de dezenas de grupos armados locais que lutam por território.
"É com dor e preocupação que tomei conhecimento dos recentes ataques contra várias comunidades na Nigéria, que causaram graves perdas de vidas humanas. Expresso minha proximidade em oração a todas as vítimas da violência e do terrorismo. Espero que as autoridades competentes continuem trabalhando com determinação para garantir a segurança e a proteção da vida de todos os cidadãos."
Só no início desta semana (03/02), as autoridades locais disseram que a Nigéria viveu um dos piores massacres dos últimos meses, quando 175 pessoas foram mortas num dramático atentado nas aldeias de Woro e Nuku, no estado de Kwara, na fronteira com o estado do Níger. A região está sendo cada vez mais afetada por incursões armadas, sequestros e saques de gado. Durante o ataque, grupos armados também incendiaram casas e saquearam lojas, devastando a aldeia. Já no estado de Kaduna, nos últimos três dias, pelo menos 51 pessoas foram sequestradas e 6 foram mortas. A região, de maioria cristã, segundo fontes dos serviços de segurança nigerianos citadas pela agência de notícias AFP, seria a mesma onde em janeiro mais de 180 pessoas foram sequestradas e depois libertadas nos últimos dias.
Na comunidade católica de Karku, homens armados sequestraram 11 pessoas, incluindo um padre, e mataram outras 3, na área do governo local de Kajuru. A arquidiocese católica de Kafanchan confirmou o sequestro de um sacerdote: trata-se do Pe. Nathaniel Asuwaye, pároco da Igreja da Santíssima Trindade de Karku, na área de Kajuru. O ataque, conforme confirmado em um comunicado da arquidiocese, ocorreu por volta das 3 da madrugada entre sexta e sábado em sua residência e também causou a morte de três pessoas no que foi definido por testemunhas como “uma invasão por um grupo de terroristas”.
Reforço das medidas de segurança
Na sequência desta devastadora série de ataques, o presidente nigeriano, Bola Tinubu, enviou um batalhão para o estado de Kwara, onde aconteceu o massacre de 175 pessoas e onde o exército tinha recentemente conduzido operações contra os chamados “elementos terroristas”. Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque definido pelo presidente como “brutal”, mas o governo estadual acusou “células terroristas” e o presidente Tinubu atribuiu a responsabilidade aos jihadistas do Boko Haram. Segundo o chefe de Estado nigeriano, o ataque teria sido realizado contra os habitantes da aldeia que rejeitaram a ideologia dos jihadistas.
“Continuemos a rezar pela paz. As estratégias de poder econômico e militar – como nos ensina a história – não dão futuro à humanidade. O futuro está no respeito e na fraternidade entre os povos.”
Fonte: https://www.vaticannews.va
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